Homofobia Internalizada – Negação da sua própria orientação sexual

Por Valdivino Sousa

Eriberto Leão aposta em debates como gay homofóbico na novela: ‘Papel complexo vivendo o personagem: Samuel em ‘O Outro Lado do Paraíso’ ele se casa com enfermeira e manterá romances com homens na trama: ‘Vive numa mentira’ o Psiquiatra ríspido com sua equipe, rico e homofóbico. Eriberto Leão promete mostrar como vive os homens cassados com mulher, mas tem uma vida dupla, saindo com homens.

homo

Resumo: O presente artigo procura mostrar o que é a Homofobia, e como ela se manifesta, em alguns casos de forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até o assassinato de uma pessoa. Você irá entender sobre a fobia, vista como uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente. Por fim, o presente artigo fará uma ligação com Homofobia e medo, abordando a homofobia internalizada, uma vez que as conseqüências da homofobia, pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional aos homossexuais.

Palavras -Chave: Homofobia, Orientação Sexual, Psicologia e Comportamento.

Introdução

A homofobia é um preconceito existente em pessoas contra os homossexuais ou a homossexualidade. A homofobia inclui também o ódio, a aversão, repulsa, nojo, enfim, qualquer sentimento contra a orientação sexual.
Para entender melhor lembre-se que em grego “homo” significa “igual”, e “fobia” significa “medo”, sendo assim fica mais amplo seu significado. A homofobia é como o racismo, por exemplo. Uma palavra para denominar o que uma pessoa preconceituosa sente.
A homossexualidade era praticada desde a antiguidade

O termo “homossexualidade, ou homossexualismo” não existe mais, ambos foram banidos desde de 1992. O termo correto é orientação sexual e homoaefetivo.
Deste o princípio, a prática da homoaefetivo está presente na sociedade humana, na Grécia e Roma a situação entre os gregos era muito semelhante ao das sociedades primitivas com seus ritos iniciantes, onde um homem mais velho (eastes) iniciava um jovem efebo (erômeno), na vida adulta. Esse comportamento ara aceito e fazia parte da sociedade, as famílias ficavam esperando que seus jovens fossem seduzidos por um homem mais velho. Se isso não acontecesse, essa rejeição ou falta de interesse no jovem era mal vista socialmente e representava uma grande vergonha para a família do garoto. Porém, nessa relação cabia apenas ao homem mais velho desempenhar o papel de ativo na cama. Nunca o contrário. E assim que ele fosse iniciado por aproximadamente dois anos, eles deveriam se separar e o jovem constituir sua família envolvendo-se com uma mulher. Caso o relacionamento continuasse na vida adulta (e existem diversos relatos desta continuidade).

Já entre os romanos a situação muda um pouco. O relacionamento era permitido apenas entre senhor escravo, onde o escravo deveria servir sexualmente ? e apenas na forma passiva ? seu senhor. Caso o senhor fosse passivo ou tivesse relações com outros senhores, ele também seria mal visto socialmente. Como podemos ver, a homossexualidade era praticada desde a antiguidade entre vários povos, entretanto, com algumas regras especificas em cada uma delas. Sem ter punições ou condenações explicitas por sua prática.

O pecado que hoje toma conta da humanidade, foi criado pelos hebreus. Forçando a completa anulação dos desejos homossexuais. Reprimindo todas as outras expressões da sexualidade humana divergentes de seu sistema imposto. Esse sistema, bem diferente daquele vivido pelos povos vizinhos, se estruturava basicamente na relação opositora de dois pólos. De um lado a ordem, considerada “pura” (correta e natural) e do outro a desordem, considerada “impura” (errada e antinatural). Dentro de seus conceitos, por exemplo, um homem deveria se casar aos 18 anos, constituir uma família e erguer uma casa para a esposa. Pois isso se encaixava dentro da ordem e das práticas puras, corretas e naturais.

Por outro lado, este mesmo homem tinha uma série de comportamentos inaceitáveis. Não poderia, segurar o próprio pênis enquanto urinasse (seu órgão demoníaco poderia traí-lo, ficando ereto e atiçado o sexo que deveria ser apenas para fins reprodutivo) e muito menos deixar-se seduzir pelas forças demoníaca da masturbação, aliás, não só sua prática, como a menstruação nas mulheres, eram consideradas práticas impuras. Imagine o quanto complicado era para a mulher, todos os meses ser considerada impura e suja simplesmente por estar no seu período fértil? Era uma verdadeira afronta e humilhação à sua natureza biológica. E também a sua condição humana em ser rebaixada por isso.
Com relação à homossexualidade, o primeiro texto dos hebreus que cita o sexo entre dois homens ensina que sua prática deveria ser punida com apedrejamento. Deixando claro que somente o parceiro ativo é quem deveria morrer. Pois era ele quem desperdiçava o sêmen que deveria ser depositado apenas no útero das mulheres. Umas das maiores influencias dos hebreus em nossa sociedade é a importância que diversos de seus textos tem ainda hoje. O mais conhecido é a Bíblia que, embora traduzida e reescrita diversas vezes e por muitos povos (possibilitando diversos erros de interpretação), tornou-se uma grande arma contra a homossexualidade. Principalmente pelos trechos que falam que Sodoma e Gomorra fora, destruídas devido as orgias, práticas pederásticas (homossexuais) e ao sexo com animais.
Tanto que o termo sodomia foi largamente utilizado, na Santa Inquisição, durante a Idade Média, para designar e levar à morte milhares de pessoas que praticavam sexo com seus semelhantes. E a situação para eles que viveram sua homossexualidade, naquele período, com o risco de ser pego e morto por isso era maior do que imaginamos. Por exemplo, a Inquisição deixava claro que quem denunciasse crimes, envolvendo o “pecado nefando” (homossexualidade) teria o direito a todos os bens materiais do acusado. O que incentivava a denuncia por parte da população. Sem falar na quantidade de mentiras cometidas visando apenas o acúmulo de bens. Outro ponto interessante é que, quando o acusado era levado a depor no Tribunal do Santo Oficio, ainda na Idade Média, eles não citavam sua prática, pois “não ousavam dizer seu nome”. O crime, segundo eles, era tão grave que não poderia ser narrado ou dito publicamente. Talvez pelo medo inconsciente de que isso pudesse despertar o interesse da pratica naqueles que escutassem, tamanha era a negação pelo assunto.

Condenação religiosa
Como podemos observar, toda a condenação homossexual que temos hoje é derivado de conceitos preconceito que vêm sendo impregnados na mente das pessoas durante séculos. É uma condenação que já faz parte do nosso inconsciente coletivo, aquele inconsciente que é passado de pai para filho, durante centenas de anos, e que já faz parte de uma cultura. Para dos desespero dos homossexuais essas crenças tomaram proporções gigantes. Hoje temos duas grandes religiões derivadas dos hebreus e que competem entre si, chamadas de catolicismo (comunidade católica) e protestantismo (comunidade evangélica). Juntas, e por terem suas bases cristãs, elas ocupam quase todo o território brasileiro, levando suas crenças e sua condenação homossexual a todos lugares que possam imaginar.

A homossexualidade não é, e nunca foi uma doença.
O Conselho Federal de Medicina desde l985 retirou a homossexualidade da lista dos desvios sexuais. Tanto as Ciências Naturais como as Psico-Sociais confirmam: nada distingue um gay ou lésbica dos demais cidadãos, enquanto os heterossexuais preferem o sexo oposto, e os bissexuais curtem os dois sexos. Ser gay é saudável!. O próprio Freud, o Pai da Psicanálise declarou: “A homossexualidade não é nada que alguém deve envergonhar-se. Não é vício nem degradação. Não pode ser considerada doença!”
As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria e, na mesma época, foi retirada da Classificação internacional de doenças (sigla CID). Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual.
No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão” e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos. Apesar disso e mesmo contra recomendações do Conselho Federal de Psicologia do Brasil, existem técnicos da saúde que ainda vêem a homossexualidade como uma doença, perturbação ou desvio do desejo sexual – algo que pode necessitar de tratamento ou reabilitação -, aos quais está associado o movimento ex-gay, dedicado à “conversão” de indivíduos homossexuais para a heterossexualidade. O mais recente caso deste tipo registrado no Brasil de uma psicóloga que atendia no Rio de Janeiro, mas foi punida pelo Conselho Federal de Psicologia por tentar “curar” pessoas homossexuais que procuravam seu consultório.
Atualmente, estudos mostram que a orientação sexual não é uma escolha livre, mas estamos cansados de ouvir termos usados de forma pejorativos em relação a homoaefetividade, por exemplo, o termo “opção” como se alguém optassem por ser homossexual, ou por ser heterossexual.
O termo orientação sexual é considerado, atualmente, mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual. Isso porque opção indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo, coisa que muitas pessoas consideram como sem sentido. Assim como o heterossexual não escolheu essa forma de desejo, o homossexual (tanto feminino como masculino) também não, pois, segundo pesquisas recentes esta orientação poderá estar determinada por fatores biogenéticos, sejam questões hormonais in útero ou genes que possam determinar esta predisposição. É importante esclarecer que há grande imposição do modelo heterossexual para todos. Em alguns casos, pode não existir a preocupação em conhecer o nível ou qualidade de vida afetiva, nível de prazer ou felicidade que uma pessoa possa ter, mas sim que ela deveria ser heterossexual. Por conta dessa forte imposição, muitas pessoas podem encontrar alívio dos desejos homoeróticos na religiosidade fanática, nos remédios, nas drogas ou mesmo, adotando um padrão escondido ou de vida dupla: No seu entorno social e familiar assume um comportamento heterossexual e num mundo privado permite-se exercer a sua homossexualidade.

O que é homofobia?
O termo homofobia foi empregado inicialmente em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional da homossexualidade, “homo” significa “igual”, e “fobia” significa “medo”, Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conforme suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência.
Alguns assimilam a homofobia a um tipo de xenofobia uma vez que a Xenofobia é comumente associado a aversão a outras raças e culturas. É também associado à fobia em relação a pessoas ou grupos diferentes, com os quais o indivíduo que apresenta a fobia habitualmente não entra em contato ou evita fazê-lo. Em senso mais restrito, xenofobia é o medo excessivo e descontrolado do desconhecido. Neste sentido, é uma doença e insere-se no grupo das perturbações fóbicas, caracterizadas por ansiedade clinicamente significativa, provocada pela exposição a uma situação ou objeto temido (neste caso, as pessoas ou situações estranhas ao doente). Pessoas que apresentam este terror persistente e irracional.
Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à sua orientação sexual.

Como se manifesta?
A homofobia se manifesta de diversas maneiras, e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até o assassinato de uma pessoa. Nestes casos, a fobia, é uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente, por uma pessoa do mesmo sexo. A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. A homofobia é típica de pessoas que, consciente ou inconscientemente, ainda têm muitas dúvidas e angústias sobre sua própria identidade sexual. Como mecanismo de defesa de sua insegurança, estas pessoas costumam ridicularizar e agredir os homossexuais. Casos muitos graves de homofobia levam o sujeito a fazer investidas como o assassinato de homossexuais.

O comportamento homofóbico
É expresso em diversas manifestações pelo mundo e gera polêmica em um contexto social que procura diminuir a discriminação. Os estudos sobre homofobia revelam que esse pensamento tem os mesmos motivos do racismo, sendo condenado por uma sociedade convencional que não aceita as diferenças.
As causas da homofobia não são recentes, elas ganharam forma ao longo do tempo devido à incapacidade do ser humano em aceitar as diferenças e conviver pacificamente. Insultos, gestos obscenos, agressões e até mesmo assassinatos são algumas das conseqüências da homofobia. No Brasil, as manifestações homofóbicas continuam intensas, definidas como uma epidemia nacional. O nosso país registra o maio índice de agressões de todos os tipos, a vergonha é que o Brasil está conhecido lá fora como um país que mais assassinam homossexuais.
A raiz do comportamento homofóbico está na Idade Média, quando a Igreja Católica passou a dominar o mundo e começou a condenar qualquer tipo de relacionamento homossexual. As pessoas que tinham uma orientação sexual diferente foram perseguidas pela Santa Inquisição. Depois desse período, não houve paz para a vida dos homossexuais, eles continuaram a ser marginalizados por uma sociedade hipócrita que atravessou décadas mantendo essa visão ultrapassada. Durante a segunda Guerra Mundial a homofobia também prevaleceu, tanto que os nazistas capturaram homossexuais e enviaram para campos de concentrações.

Um desejo considerado proibido

Existem diversos motivos porque uma pessoa que descobre ter atração por pessoas do mesmo sexo tem para se trancar dentro de si e esconder estes desejos dos outros, porém não é o momento oportuno para expandir o assunto, mas por exemplo á sociedade que cobra, a educação que essa pessoa teve lhe ensinou que homem só pode transar ter relação sexual com mulher, em função disso ela apenas fazem o gosto da sociedade hipócrita, e de seus amigos, familiares etc, No faz de conta essa pessoa mantém sua postura de homem bem sucedido, mas parte-se para uma vida dupla casando-se, tendo filhos, mas continuando saindo com homens, (vida dupla, é ter duas pessoas, neste caso o homem tem sua esposa, mas também mantém um caso com outro homem por fora). Muitos levam sua vida dupla, e declaram serem felizes. Mas como ninguém é igual a ninguém em outras pessoas, tais desejos ficam reprimidos e de forma tão agressiva e inconsciente que acaba gerando a própria homofobia explícita (ódio de homossexuais, ou melhor, de seus desejos homossexuais percebidos no outro).

Homofobia internalizada
A homofobia internalizada é a negação da sua própria orientação sexual, os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito. Observe que a pessoa apenas escondia esse desejo, mas agora passou a odiá-lo. Um ódio com uma grande força psíquica de destruição, em sua mente quer que o outro seja realmente destruído, pois a ele incomoda. Ou seja, este processo interno, de ódio e repudio aos próprios desejos homossexuais é chamado de homofobia internalizada.
A formação da homofobia internalizada não acontece de um dia para o outro, ela se dá ao longo dos anos e por isso cria raízes bastantes profundas em nosso inconsciente. Difíceis de serem removidas. A situação é tão grave que, mesmo depois de ter saído total ou parcialmente do armário, a homofobia internalizada se apresenta em comportamento sutis contra si ou contra a própria comunidade homossexual.
Além do ódio na homofobia internalizada, também existe uma agregação de conceitos negativos da homossexualidade na mente dessas pessoas, por exemplo, tudo o que a sociedade diz e que é anormal e estranha fica incorprado no inconsciente. Esse negativismo homossexual não os dominam por completo, é apenas uma parte incorporada que pode facilitar em algumas atitudes auto-destrutivas. Isto significa que tudo o que é “errado externamente” e que pode ser agregado ao que é “errado internamente” poderá ser feito, sem grandes complicações. Como fumar, beber, facilidades para entrar em depressão, uso de drogas e qualquer outra integração negativa mais ampla.

Tamanha desinformação da área acadêmica.
As faculdades de psicologia, não discute sobre a homossexualidade abertamente muitos professores nem sabem lidar com o assunto. Lembrando que estes de psicologia serão futuros psicólogos que estudaram a alma humana, suas angústias e paixões, suas neuroses, saúde mental e que não saberão nada de homossexualidade, orientação sexual. Carregarão consigo o preconceito e a deturpação que a sociedade já possui (o que, tecnicamente, não vai ajudá-los em nada). Se o papel da ciência é ajudar. Se o papel das faculdades é facilitar o desenvolvimento e o bem estar social. Nada mais justo que ela comunique, informe e eduque, com informações atualizadas e corretas. Afinal, a orientação sexual está presente no nosso dia-a-dia, seja em nossa família, vizinhos, colegas de trabalho, ou amigos mais próximos. E ignorar tudo isso é consentir com a mais pura ignorância.

Combatendo a Homofobia e o preconceito

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, que tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Câmara nº 122, alterando a lei nº 7.716/89, o Código Penal, a CLT, e o Decreto-Lei 2848 e que define também como crime preconceito contra homossexuais. Projeto de autoria da ex-deputada Iara Bernardi e relatado pela senadora Fátima Cleide, o PLC encontra-se na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
O texto é polêmico e a OAB SP está servindo de palco para esse amplo debate, que compreende todas as posições, favoráveis e contrárias ao projeto, pois prevê punições em casos de proibição de entrada ou permanência em estabelecimentos públicos e privados, em casos de discriminação na contratação de empregados homossexuais ou proibir manifestações de afetividade.

A Ordem dos Advogados do Brasil repudia ataques contra pessoas homoaefetiva

Para o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D?Urso, este parecer ser mais um caso de xenofobia, ou seja, preconceito contra o diferente, contra aqueles com os quais o agressor não se identifica, a demonstrar intolerância. “Já tivemos casos recentes de xenofobia contra nordestinos, mulheres e, agora, gays. A OAB SP mais uma vez se posiciona contra estes ataques e contra toda e qualquer postura discriminatória e preconceituosa”, afirma D?Urso.
“Os recentes ataques homofóbicos ocorridos em São Paulo merecem nosso total repúdio por demonstrarem intolerância e violência descabida. Não se pode subtrair a cidadania de ninguém, seja pela sua orientação sexual, etnia, credo ou qualquer outro motivo”, afirma a conselheira e presidente do Comitê de Diversidade Sexual da OAB SP, Adriana Galvão

Direito Homoafetivo Consolidando Conquistas

A cada dia cresce o direito homoafetivo, prova disso, são as jurisprudências que existem a favor dos direitos das pessoas do mesmo sexo, o direito civil atualmente reconhece a união estável como união homoafetiva, independe se são pessoas do mesmo sexo os direitos são os mesmos. Outras conquistas já consolidadas são: Direito à adoção, direito a conta vinculada em banco, direito como dependente na IRPF, direito como dependente no plano de saúde, e atualmente Casais homossexuais ganham direito a pensão por morte. A Previdência deve tornar permanente a regra que reconhece o direito de companheiros do mesmo sexo a benefícios como este. A Previdência estendeu aos homossexuais o direito de ter como dependentes os parceiros com quem vivam em união estável. A portaria, publicada nesta sexta-feira (10/12/10) no diário oficial, determina que a Previdência torne permanente a regra que reconhece o direito de companheiros do mesmo sexo a benefícios como pensão por morte. Desde o ano 2000, o INSS já concedia esse benefício, mas com base numa liminar. Pela nova regra, será necessário apenas apresentar a documentação que comprove a união estável.
Sem exceção os tribunais estão aplicando o mesmo direito de família para as pessoas do mesmo sexo, alguns juizes, se avançaram nas informações, ou seja, partindo do pressuposto que o direito deve-se acompanhar o avanço da sociedade, deixando os dogmas religiosos de lado. Quando um juiz está decidindo uma questão o que é analisado é o caso concreto. A justiça é feita quando se aplica o direito a este caso concreto. Mesmo que um processo envolvendo homoafetividade venha parar nas mãos de um juiz preconceituoso, o mesmo irá dar sua sentença favorável baseando-se em julgados existentes (jurisprudências).

MEC incluirá combate a homofobia em Plano Nacional de Educação

“Escola sem Homofobia”, este foi o tema do seminário em Brasília, André Lázaro, secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (Ministério da Educação), afirmou que o projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), que será votado pelo Congresso e cria as diretrizes da educação no país para os anos 2011 a 2020, terá recomendações do MEC contra a homofobia nas escolas.
O presidente da Comissão de Legislação Participativa, criada em 2001, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que convocou o seminário, afirmou que é favorável a criminalização da homofobia para combater as “piadas” contra gays que considerou “indevidas” nas salas de aula. “A aprovação de uma lei que torne crime a homofobia vai resolver o problema, e diminuirá sensivelmente os casos de discriminação contra homossexuais nos espaços públicos, assim como ocorreu com a criminalização do racismo”, afirmou o parlamentar que entende que o PL 122, que criminaliza a homofobia, é urgente e não atenta contra a liberdade de expressão. “contrário, a garantia do respeito aos homossexuais”, afirmou o parlamentar.

Durante o seminário foram premiadas a seguintes pessoas:

O deputado eleito Jean Wyllys (Psol-RJ) entregou certificados do prêmio “Educando para a diversidade sexual” da organização não governamental internacional Global Alliance for LGBT Education (Gale), que premia as melhores iniciativas de respeito à diversidade sexual no ambiente escolar. Foram agraciados com a homenagem: Debora Diniz, pela publicação “Homofobia nas escolas: o papel dos livros didáticos” (Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero); Dayana Brunetto Carlin dos Santos, pela dissertação de mestrado “Cartografias da transexualidade: a experiência escolar e outras tramas” (UFPR, 2010); Leandro Lopes do Nascimento, pelo espetáculo de teatro “Coisas de menina” (Grupo de teatro do oprimido “Diversidade EnCena”); Maria Helena Franco, pelos boletins “Escola sem homofobia” (Ecos – Comunicação em Sexualidade); Maria Alcina Ramos de Freitas, pela dissertação de mestrado “Purpurina na terra do cangaço: refletindo a homossexualidade na escola” (UFAL, 2009); Marina Reidel, pelo projeto “Diga não à homofobia escolar, valorizando as singularidades e as diferenças” (Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro, em Porto Alegre); Mary Neide Damico Figueiró, pelos grupos de estudos sobre educação sexual pela Universidade Estadual de Londrina; Tania Mara Garib e Leonardo Bastos Ferreira, pelo projeto “Educar para a vida é educar para a diversidade”; e – Alexandre Bortollini, pelo projeto “Diversidade sexual na escola” (UFRJ). Receberam menção honrosa os parlamentares Iran Barbosa (PT-SE), Carlos Abicalil (PT-MT) e a senadora Fátima Cleide (PT-RO), “pela dedicação à educação para o respeito à diversidade sexual”. A travesti Luma Andrade, doutoranda em educação pela UFCE, também foi lembrada.

Conclusão
O que pode se caracterizar como homofobia? A homofobia se manifesta de várias maneiras, desde de um olhar com rejeição e ódio ao próximo, até as mais conhecidas como agressão verbal e física, essa patologia de homofobia internalizada é a negação da própria orientação sexual do agressor. Por ele não se aceitar a si mesmo pelo fato de ser também homossexual, tal medo é tão irracional e inconsciente que acaba descarregando sua energia negativa por meio de agressão e destruição. Essa fobia que significa medo está presente na cultura e na educação da nossa sociedade, pois mesmo nas pessoas que não têm tendência homossexual, a homofibia é manifestada por meio do preconceito, independente de nível social dessas pessoas. Poucas pessoas sabem o que é união homoafetiva. De um lado o direito protege a dignidade da pessoa humana, e ampara os direitos das pessoas do mesmo sexo, do outro lado vivenciamos uma sociedade contaminada de preconceitos e demagogia. As autoridades reconhecem que faltam políticas públicas, e mais informação por parte da mídia em relação à união homoafetiva. Falta uma pedagogia legislativa e educacional nas escolas, abordando temas sobre sexualidade, está na hora da sociedade saber e entender que estamos em pleno século XXI, e que seus filhos precisam ser educados com base na realidade, alguns pais têm tabu de falar em sexo na frente dos filhos, pois sabemos que esses pais foram educados com valores dogmáticos religiosos, por exemplo na visão da igreja católica sexo é sinônimo de reprodução, assim, em seus ensinamentos o casamento entre um homem e uma mulher não está inteiramente ligado ao amor, mas sim a reprodução por meio do sexo. Observe que tal preconceito dessas pessoas em relação à união homoafetiva está associado a reprodução humana, mas nem sempre o casamento.
Vejamos que temos um problema mal resolvido: na educação dessa sociedade; na informação correta por parte da mídia; no âmbito do apego em ensinamentos religiosos; na criação de projetos e aprovação de leis, que pune a discriminação seja qual for, pois não basta criar projetos como o PL 122, que criminaliza a homofobia, mas ainda se encontra parado no Congresso Nacional.
De fato a união homoafetiva, nos dias atuais passa por uma fase de abertura com tendência a aceitação no meio social, e principalmente, regularização constitucional. Hoje a orientação sexual não é mais considerada como uma doença, mas é sim uma realidade que deve ser encarada sem preconceito e com maturidade pela sociedade, que insiste na rejeição, utilizando como argumento a conservação dos valores de família, cultuados pela igreja.

 

Valdivino Sousa é Professor, Matemático, Pedagogo, Psicanalista, Contador, Bacharel em Direito e Escritor. Autor do Livro: Conhecendo a Pisque Humana.  Pesquisador sobre Engenharia Didática em Educação Matemática; Modelagem; Construção do Conhecimento em Matemática; Modelos Matemáticos e suas Aplicações na vida real. Criou o método X Y e Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Docente nos cursos de Matemática, Ciências Contábeis, Administração e Engenharia. Autor de mais de 10 (dez) livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais especializados. Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Jornal da Cidade e Folha Online. Sobre: Educação Matemática e Desenvolvimento da Aprendizagem. Site: www.valdivinosousa.mat.br

E-mail: valdivinosousa.mat@gmail.com Telefone Celular / Whatsap: 11 – 9.9608-3728

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