Garoto de programa que matou idoso no centro de são Paulo vai a júri popular

fentrada
O garoto de programa de camiseta cinza: Diego Souza Guimarães, e a Vítima o idoso: Sebastião Quirino Rodrigues da Silva, ambos no elevador

O garoto de programa Diego Souza Guimarães que matou o idoso no centro de São Paulo vai a Júri Popular. O Juiz da 1ª vara criminal do Júri da Barra Funda nesta quinta-feira, 27/09 Luís Filipe Vizotto Gomes deu a sentença de pronúncia. Na sentença, o juiz reconheceu a prova da materialidade e indícios de autoria do acusado pelo homicídio.

O réu foi denunciado pelo Ministério Público no dia 19 de outubro de 2015, como incurso no artigo 121, §2º, incisos III e IV, c.c. artigo 61, inciso II, alíneas “f” e “h”, ambos do Código Penal, porque, segundo a inicial acusatória, nos dias 14 e 15 de abril de 2015, na Rua Brigadeiro Tobias, nº 247, apto. 709, República, nesta Capital, o réu, com manifesto ânimo homicida, matou Sebastião Quirino Rodrigues da Silva, de setenta e quatro anos, com emprego de asfixia e valendo-se de recurso que dificultou a defesa da vítima. A vítima era homossexual e conheceu o acusado na Praça da República, e confiou no acusado deixando o mesmo ficar morando em seu apartamento. 

As provas contra o acusado de materialidade do crime vêm demonstradas com o laudo de exame necroscópico no qual se atesta que a vítima morreu em decorrência de insuficiente respiratória por obstrução nas vias aéreas, bem como as testemunhas de acusação que confirmaram que o garoto de programa estava morando com vítima há duas semanas, e somente o acusado esteve nos últimos dias com a vítima. Prova disso, é que as testemunhas e vizinhos relata que na noite anterior o garoto de programa dormiu no apartamento da vítima e na manhã seguinte ao crime, Diego foi flagrado pelas câmeras saindo do prédio conforme mostram as imagens de saída .

 Sentença de pronúncia

A sentença de pronúncia é uma decisão que não põe fim ao processo: ela apenas decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e que o acusado é o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo será julgado por um tribunal do júri e não por um juiz sozinho.

Portanto, havendo indícios de autoria e prova da materialidade acerca dos fatos, deve o réu ser pronunciado para ser julgado perante o Tribunal do Júri por homicídio qualificado.

Entenda o crime

O crime ocorreu pela manhã logo cedo do dia 15 de Abril de 2015, na Rua Brigadeiro Tobias 247, apto 709 no prédio Condomínio Edifício Mara. O rapaz estava na casa do idoso há duas semanas, e três dias antes do crime o gerente comercial aposentado, Sebastião Quirino Rodrigues da Silva de 74 anos, avisou a portaria que o rapaz passaria a morar com ele, ou seja, para ter entrada livre.

Conforme as imagens de câmeras de segurança mostram os dois entrando no prédio no dia 14/04/2015 às 14h04min quartoze horas e quatro minutos da tarde, o acusado após cometer o crime sai do apto às 08h07min horas sete minutos do dia 15/04/2015 logo cedo pela manhã. O garoto de programa sai levando uma mochila nas costas e uma bolsa nas mãos, assustado passa pela portaria disfarçado e vai embora.

Imagens de saída do prédio:

O amigo próximo à vítima sentiu sua falta e no final do dia, junto com o Zelador chamou um chaveiro que conseguiu abrir a porta, e ambos deparou  o  apartamento todo revirado, e a vítima enforcada na cama com fios de telefones no pescoço. Conforme atestado de óbito a causa da morte foi estrangulamento por asfixia mecânica. Na época o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) que investigou o caso concluiu que o garoto de programa Diego Souza Guimarães é o autor do crime.  Pois pesa contra o réu inúmeros indícios coletados durante a investigação, notadamente o fato de residir com a vítima e ser a última pessoa vista com ela. Além de testemunhas reconheceram o réu, perícia e demais provas.

O acusado levou um cartão do banco da Caixa Econômica Federal, onde saiu fazendo saques e compras, além disso, levou o celular da vítima. O acusado teve sua prisão preventiva decreta, mas na época ficou foragido por oito meses. Atualmente está preso no CDP de Osasco II. Na época do crime circulou reportagens no programa Cidade Alerta da TV Record e TV Band no programa Brasil Urgente.

O crime comoveu todos moradores do prédio, amigos e vizinhos por se tratar de uma crueldade contra um idoso de 74 anos, indefeso e com problemas de saúde.  O juiz  ainda não marcou a data do júri popular.  Amigos próximos, familiares e a sociedade cobra justiça, afinal o que leva uma pessoa cometer uma crueldade dessa?.

 

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