Contador perde mercado para Administrador e outras áreas afins

Por Milton Sousa, em 28/10/2019

contador

Com o impacto da Inteligência Artificial o mercado exige profissionais com visão de gestores e capazes de tomar decisões nas empresas, e o contador vem perdendo mercado para outros profissionais, como Administrador, Economistas, profissionais de TI e outras e áreas afins. A procura pelo o curso de Bacharel em Ciências Contábeis caiu bastante nos últimos anos, a maioria das instituições não consegue formar mais turma, é muito raro ver um Jovem que termina o ensino médio dizer que vai cursar Ciências Contábeis, em função de ser uma área burocrática e de empecilho para exercer.

Um dos pontos mais observado é que após se formar a pessoa só pode atuar na área se passar no exame de suficiência imposto pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade, que é uma exigência desnecessária, pois a tal prova não avalia a prática, e sim somente aborda a teoria e, como sabemos teoria o formando aprende na Faculdade e nos livros, e como estamos na área digital tecnológica não usaremos mais teoria.

Atualmente é essencial nós entender a importância da inteligência artificial, sabe aquela frase: Quem não se atualiza abre mão para a concorrência. Pois a profissão de contador é vista, como arcaica burocrática e o contador apenas obedecem à legislação vigente, cumprindo burocracia junto aos órgãos públicos, entre eles: Prefeituras, Posto Fiscal, Junta Comercial, Secretaria da Fazenda, Receita Federal etc. As tarefas mencionadas profissionais de outras áreas já o fazem, e com a nova tecnologia e inteligência artificial os órgãos públicos já estão se implantando sistemas digitais e integrados, ou seja, órgão integra ao outro, exemplo a Junta Comercial de São Paulo o empresário pode abrir uma empresa online sem sair de casa, isso mesmo online, o novo sistema integra todos os demais órgãos.

Por que os contadores estão perdendo mercado para outros profissionais?

Por que estamos vivendo um novo mundo, o mercado atualmente exigem profissionais com visão de gestão, decisão, dinâmicos e criativos, com um perfil de ser capaz de desenvolver mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano, criando análises, compreendendo e obtendo respostas para diferentes diversas situações. Sendo, assim, o curso de Administração de Empresas, Engenharias, entre a qual Engenharia de Produção, Economia e áreas de TI, como Ciência da computação, Matemática com ênfase em Computação e Estatística, tais cursos estão sendo procurados, e como sabemos recentemente o MEC divulgou que o curso mais procurado na área de Gestão empresarial é Administração de Empresas e de Engenharias.  Em fóruns de debate e redes sociais vemos as pessoas dizer que vão cursar Administração, Engenharia, ou algum de curso na área de TI. E, muitas pessoas cursa Administração e usa o conhecimento estratégico na área de TI, usando a criatividade, bem como tomando decisões de gestão, agregando inteligência humana com a tecnológica.

E o Bacharel em Ciências Contábeis “contador” perde mercado para estas áreas, pois o Bacharel em Administração e outras áreas bastam se formar já estão trabalhando na área, segundo especialistas, duas coisas prejudica a recusa do curso de Contabilidade: primeira, que após formar não poder exercer a função, pois existe o Conselho de Classe que impede e só atrapalha, e segunda é uma profissão cheia de burocracia, sem valor, que o profissional só sabe cumprir legislação do governo. Sabemos que recentemente o Presidente Bolsonaro posicionou contra a burocracia e disse que ”a figura do contador só serve para atrapalhar e criar mais burocracia”.

Outro ponto negativo para a profissão é que uma pesquisa aponta a relação de profissões que podem ser extinta até o ano de 2025, e desaparecer até 2030 uma delas é a profissão de contador. Segundo uma matéria publicada no G1 sobre a revolução digital e as profissões que serão extintas por máquinas entre elas estão: a de contador. Outra matéria da Revista Veja com título: “Eles vão substituir você” aponta que o curso de Ciências Contábeis pode até ser extinto pelo MEC futuramente.

Na visão de especialistas já existem sistemas contábeis automatizados que usam robôs para contabilizar as receitas e despesas de uma empresa, é o caso da Startup Contabilizei fundada em 2014 por Fábio Bacarin e Vitor Torres que recebeu aporte liderado pelo fundo americano Point 72 Ventures, a Contabilizei, fintech de contabilidade para empresas, com sede em Curitiba, no Paraná, recebeu R$ 75 milhões de investimentos. A empresa utiliza a inteligência artificial online, focada em micro e pequenas empresas e o empresário não precisa mais pagar contador, apenas o dono de uma empresa assina a plataforma e tudo é feito por sistemas integrados. No Brasil, a contabilizei é vista como revolução e moderna com inovações. Ou seja, os contadores já estão sendo substituídos, pela inteligência artificial. E novas empresas semelhantes a contabilizei estão surgindo, o papel da inteligência artificial é fazer uma automatização para as empresas. A Inteligência artificial tem por objetivo fazer as rotinas de outra forma, com o auxilio dos algoritmos adequados.

E qual a visão do CFC – Conselho Federal de Contabilidade?

Sabemos que a tecnologia não é do CFC, sabemos que a inteligência artificial é de quem tem a criatividade para usá-la, inclusive cabe ressaltar que a gestão e tomada de decisão é prerrogativa de Administrador de Empresas. Ao ver a classe perder mercado o CFC e CRCs nos últimos três anos vem dando cutucada nos contadores, com a expressão “contador gestor” algo que não pegou e nem vai pegar, pois contador é contador faz contabilidade, quer dizer fazia, pois como estamos vendo a I.A que é a inteligência artificial está engolindo a classe. Este ano de 2019, o CFC – Conselho Federal de Contabilidade, começou a usar o lema Contabilidade 4.0, ou seja, querendo passar para a sociedade algo positivo sobre a classe, como neste post no site do CFC intitulado de: Contabilidade 4.0 leva o contador à era da Inteligência Artificial.

Segundo o texto contabilidade 4.0 é o lema e vai mais longe diz que esse é o futuro da Profissão, o evento chamado de Convenção apresentou uma programação focada na inteligência artificial e os contadores futuros profissionais devem se preparar para este novo cenário.

Em outro post no site do CFC diz que: o profissional da contabilidade está mais completo, estratégico e analítico. Segunda a postagem o contador tornou-se um cientista de dados “capaz de contribuir, decisivamente, com o crescimento e desenvolvimento das organizações”.

Ficamos pensando em que mundo estamos? se é o da Tecnologia, ou da hipocrisia, ou não saber o que está falando, pois não tem nada haver contador com cientista de dados, pois cientistas de dados são uma nova geração de especialistas analíticos que possuem as habilidades técnicas para resolver problemas complexos, ou seja, capaz de criar robôs para manipular, simular e tomar decisão. A Formação de um Cientista de Dados vai muito além de contabilidade, o profissional tem que ter formação em Engenharias ligadas a área de TI, Matemática, Estatística, Física, ou áreas afins. Conclui-se que primeiro a formação de contábeis tem uma visão empresarial fechada, e muito longe de ser um Cientista de Dados. Um  cientista de dados possui conhecimento avançado de TI, Programação das tecnologias mais modernas em Big Data, ai entra a inteligência artificial que nada tem haver com contabilidade. Observamos que o CFC está se equivocando querer impor na profissão de contador prerrogativas inexistente, como a de gestão, tomada de decisão, decisão estratégica, e por ultimo dizer que o contador é visto como um cientista de dados.

Qual o cenário atual dos contadores?

 Na visão de especialistas atualmente o contador já é menos procurado uma vez que tudo ficou visível e disponível na internet, atualmente existem os portais oferecendo contabilidade digital e o empresário assina um destes sites e pronto. Sua empresa não precisa pagar um contador mensal como antigamente. Em pais desenvolvidos já existem sistemas do governo que o próprio empresário faz tudo sozinho, sem precisar da figura do contador.

O atual Presidente Jair Bolsonaro está com um projeto de um sistema único em que tudo é feito por online, ou seja, essa burocracia irá desaparecer. Segundo especialistas basta à pessoa saber usar internet e se for dono de uma empresa ela mesma irá encontrar seus impostos prontos para pagar.  A profissão acaba a importância de existir a chamada desburocratização, ou seja, tudo passa a ficar mais fácil e digital.

Os profissionais que estão se formando agora devem se preparar para o mercado de trabalho do contador do futuro? Mas a pergunta que se faz é – Qual mercado de trabalho e futuro? Se inteligência artificial e tecnologia vão tomar o lugar.

Conclusão

No futuro a Contabilidade irá ser como o Diploma de Jornalista, não será mais exigido para atuar. Basta nos fazer uma pesquisa no mercado veremos outras áreas de formação atuando na área contábil como: Administrador, Ciências Atuariais, Economista, Engenheiros e Advogados.  Os contadores vão sempre perder mercado para outros profissionais e uma pergunta feita por outras áreas é: Porque o CFC insiste tanto nesse exame de suficiência, questionam as matérias e posts publicados como a matéria da Revista Veja e do G1, que diz que: não seria mais inteligente um conselho aceitarem os Bacharéis em Ciências Contábeis a obter seu registro profissional e exercer suas funções? Será que não enxerga que impedir os Bacharéis exercer sua função, o próprio CFC abre leque para outros profissionais.  A prova aplicada aos Bacharéis é criticada e questionada, as questões são de concurso público e qualquer pessoa pode analisar e ver que o conteúdo cobrado é mero teórico e sem nexo, sem sentido. Fica a pergunta até quando o CFC vai ficar prejudicando os futuros contadores, claro se é que futuramente existir mercado?

 

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