Cérebro de meninas e meninos tem a mesma habilidade em matemática?

Por Redação, em 12/11/2019

estudomatematica

Pesquisadoras dos Estados Unidos analisaram o cérebro de crianças e viram que a capacidade de fazer cálculos não muda conforme o gênero, portanto não existe diferença, ou seja, segundo o estudo tem a mesma habilidade.

A baixa representatividade de mulheres em profissões nas áreas de exatas, como engenharia e matemática, não é uma questão biológica. A ciência prova que as mulheres são tão aptas quanto os homens quando se trata de habilidades matemáticas. É o caso de um novo estudo, publicado no jornal científico Science of Learning.

“O raciocínio lógico e desenvolvimento de aprendizagem não tem relação com o gênero, se é masculino ou feminino. Recentemente o Brasil conquistou uma medalha de ouro inédita na Olímpiada Européia Feminina de Matemática”. Explica o Matemático Valdivino Sousa

A pesquisa – conduzida por três cientistas mulheres da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos – avaliou a atividade cerebral de 55 meninas e 49 meninos de 3 a 10 anos de idade, enquanto as crianças assistiam a um vídeo educacional sobre matemática.

Segundo Valdivino Sousa “na área de exatas ainda é baixo o índice do sexo feminino, mas isso é por causa da visão de machismo da sociedade em que vivemos, por exemplo, na construção civil existem poucas mulheres atuando como engenheiras”.

As pesquisadoras compararam imagens do cérebro das crianças com imagens de raio-x cerebral de 63 adultos, que assistiram aos mesmos vídeos. As crianças tiveram desempenho equivalente aos adultos, e mais: não havia diferenças em como meninos e meninas processavam habilidades matemáticas.

Os resultados foram comparados com o “Teste de Capacidade Matemática Precoce”,, um questionário aplicado em 97 crianças para avaliar o desempenho delas nessa área do conhecimento. As pesquisadoras concluíram que a habilidade de fazer contas não muda conforme o gênero nem a idade.

Para Jessica Cantlon, uma das autoras do estudo, a sociedade e a cultura são as principais responsáveis por afastar as mulheres das áreas de exatas. “A socialização típica pode exacerbar pequenas diferenças entre meninos e meninas, prejudicando como as garotas nas áreas de ciência e matemática”, diz a cientista.

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