Faustão homenageia Gugu e diz: “Fomos adversários, mas jamais inimigos”

Faustão apresenta o "Domingão" - Reprodução/TV Globo

Faustão homenageia Gugu e diz: “Fomos adversários, mas jamais inimigos”

Fausto Silva prestou homenagem ao apresentador Gugu Liberato, morto nesta semana em decorrência de um acidente doméstico em sua mansão nos Estados Unidos.
Gugu e Faustão protagonizaram a maior guerra de audiência da história da TV brasileira, entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. “Tenho que registrar, para a dor de tantos brasileiros, as várias perdas deste ano, como Beth Carvalho, Maurício Sherman, Jorge Fernando e, agora, a morte de Gugu Liberato, de maneira absurda e precoce como aconteceu. Uma das figuras mais importantes da TV brasileira, como apresentador, animador, produtor”, iniciou Fausto, ao comentar o episódio.
“Embora não tivéssemos amizade, a gente sempre teve uma relação muito cordial, muito respeitosa… lembro uma vez que nos encontramos no aeroporto e fomos jantar em Hong kong. Nós, que durante alguns anos, disputamos a audiência —ele foi inclusive líder durante algum tempo—, nunca tivemos nenhum problema. Ao contrário, fomos adversários, mas jamais inimigos”, completou..

Gays efeminados relatam rotina de discriminação e contam como se fortaleceram

Daniel Kalleb, Caio Riscado e Caio Prado: felizes em se expressar como bem entendem Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Gays efeminados relatam rotina de discriminação e contam como se fortaleceram

Preconceito é alto dentro da própria comunidade LGBT e já é estudado em universidades como “efeminofobia’

Ao mudar de escola, quando ingressou na quinta série do ensino fundamental, o produtor de moda e relações-públicas Daniel Kalleb decidiu ficar quietinho em sala de aula “para ninguém zoar”, prevendo o bullying que iria sofrer. Não adiantou. “A primeira pessoa a esbarrar comigo já me chamou de veado. Foi quando entendi ser efeminado”, recorda-se o rapaz, sobre algo que escutaria pelo resto da vida, na forma de julgamento.

Mesmo diante dos avanços sociais e da presença de ícones LGBTs no mundo pop, “botar a cara no sol” costuma ser mais difícil e implica em riscos para gays efeminados. Junto às transexuais, eles estão entre os principais alvos do preconceito, ao assimilarem em seus comportamentos justamente o que é subjugado pela sociedade patriarcal: o feminino. Hoje, aos 25 anos, Kalleb exibe, com orgulho, toda a sua “cremosidade”, gíria para a adoção, por homens gays, de gestos e expressões considerados femininos.

Mas quem o vê desfilando looks “bafônicos” pela noite carioca, talvez não imagine que, às vezes, ele se troca em apartamentos de amigos para transitar com segurança pela cidade. “Uma vez, o motorista de um carro parou na rua e me mandou entrar. Ao ver que era um bêbado tentando me assustar, precisei correr até em casa”, conta o jovem, morador de Bangu.

Leia mais: Artistas LGBT se destacam na cena cultural, combatem preconceitos e inspiram o público

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/gays-efeminados-relatam-rotina-de-discriminacao-contam-como-se-fortaleceram-24067503