Alvo de novo diretor, PF do Rio tem casos sensíveis a Bolsonaro

PF no Rio: investigações como as do porteiro, Hélio Lopes e Ronnie Lessa passaram pela unidade - Gabriel Sabóia/UOL

Alvo de novo diretor, PF do Rio tem casos sensíveis a Bolsonaro

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, prepara mudanças na superintendência do Rio de Janeiro, onde correm investigações sensíveis para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ontem, ele começou a planejar alterações na equipe e a contatar pessoas para montar seu time. Poucas horas após ser empossado, o novo chefe da PF convidou o superintendente do Rio de Janeiro, Carlos Alexandre Oliveira, para assumir a direção executiva da corporação, na sede do órgão em Brasília — fazendo dele seu número dois. Efetivada a mudança, se concretizará a troca de comando da unidade fluminense, como era desejo de Bolsonaro, segundo acusou o ex-ministro Sergio Moro

Militares temem que crise com o STF faça centrão dobrar fatura por apoio

Ueslei Marcelino/Reuters

Militares temem que crise com o STF faça centrão dobrar fatura por apoio

A fatura que o governo terá que pagar pelo apoio do centrão, bloco informal composto por partidos que costumam remar de acordo com a maré política, poderá sofrer um “ajuste de preço”, como definiu um oficial militar ouvido pelo UOL, na crise institucional entre o presidente Jair Bolsonaro e o STF (Supremo Tribunal Federal). A briga decorre da liminar do ministro Alexandre Moraes que barrou a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro, para o comando da Polícia Federal.
Ontem, o Planalto anunciou o substituto: o delegado Rolando Alexandre de Souza. O ato, porém, não significa que o presidente tenha desistido de brigar para fazer valer a sua escolha. A AGU